Solitatis

Lindo anjo mnemônico sem asas
que voa na minha lembrança,
vejo-me em teu sorriso que guardas,
carrego-te em toda andança.

Quem me dera perscrutar tua vida,
para te proteger de toda discórdia
deste mundo – a ingratidão sem saída -,
e guiar-te a indubitável vitória.

Nenhuma palavra diz, nenhum ato mostra,
o que sinto por ti, o que quero de volta.
Traga-me tua pessoa imprevisível,

teu choro sorrindo, teu riso chorando!
Traga-me teu olhar insubstituível,
aquela minha irmã amável, amando!
Fevereiro de 2014.