Meu espírito cultivou as flores mais multico-
res,
Meu coração gorjeou os uivos mais disso-
nantes,
Minhas falanges magras abstraíram todas
as dores,
Meu fósforo riscou os isqueiros mais
luminantes;
Meu carvão pintou os pombos mais
aerodinâmicos,
Meu espectro ofuscou o cosmos
mais harmonioso,
Meu devaneio pariu os seres
mais desanatômicos,
Meu fogo interior queimou
o campo mais grandioso;
Meu sonar, desde os pri-
mórdios, cheira a um canhão,
Minha fome, minucio-
samente, toda a Animalia destrói,
Minha sede insaciá-
vel a todos os fluidos potáveis corrói,
Minha alegria é o
brilhar d’um metal fulvo em minhas mãos;
Meu grã-pedes-
tal é almejado por enésimas, infindas, gerações,
Minha bus-
ca por uma glória universal extermina civilizações.