I.
Amanhece esse teu veludo de prata,
extrovertida metrópole de cristal!
Não mais recreio, visto armadura de cal;
caio no devaneio, qual um tolo aristocrata.
Minha vida jovial passou em branco,
hoje apunhalo duma espada de medo:
corto a baixa brisa tênue em desespero,
sopro um vento denso sem mais encanto.
Vide o pôr-do-sol, os rios, os montes,
vide, por trás dessa depressão contígua,
minha musa (a quimera amiga)
deitada a ronronar no horizonte!